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15 de dez. de 2010

REVOLUÇÃO. Será?

Vivemos num mundo machista e somos machistas. Convenci-me disso depois que minha professora perguntou "Vocês dariam Barbie de presente ao seu filho?". Pausa. É. Não temos culpa de pequenas tendências naturais a discriminar os sexos, afinal, certos valores estão enraizados em nós. No entanto, nem tudo se justifica. A polêmica homossexual, por exemplo. Até hoje não entendo onde tanto acham a parte da "polêmica" nisso. Mesmo. Que seja.

Retomando machismo, valores, etc, ontem e hoje me deparei com situações estranhas. Não "estranhas". Na verdade, deveriam ser banais, mas não foram. Yesterday fiz mercado no Hippo, onde sempre me atendiam caixas mulheres. Sempre. Até que, dessa vez, um cara passou minhas compras. UM CARA! O único naquele setor do estabelecimento. Já hoje, vim a São Paulo e peguei táxi. Minha reação ao entrar no carro foi logo "Que máximo!! UMA taxista!". Muito gente boa. Disse que na coorporação dos taxistas há entre 23 e 25 mulheres. Meu pai ainda conta duma pilota da Varig/Gol, a comandante Elisa.

Com tantas amostras, todos que têm olhos percebem mudanças em andamento. O que é ótimo. Mas escreve - enquanto não virarmos robôs, mulheres sempre serão de Vênus e homens do mundo da lua.

14 de dez. de 2010

Bring it on!

Chega a ser engraçado como cada um encara gotas d'água caindo do céu. Meu, é só chuva! Mesmo assim, desperta um lado alternativo do ser humano.

A pessoa padrão usa um equipamento conhecido como guarda-chuva pra se proteger. Mas vem o vento! Guarda-chuva não é guarda-vento. Aí começa a velha luta: LADO CERTO X AVESSO. Diante desse fato, o indivíduo perde tempo entretido na função de juiz, não percebendo que seu corpo está sendo molhado em todos os membros e direções, ao invés de andar pra chegar logo ao destino.

Enfim, segundo a Lei de Murphy, AVESSO quase sempre ganha. Não adianda fazer birra. Pobre sombrinha precisa ser abandonada pela cidade. Lá se vai o abrigo. E gotas d'água caem do céu. O que fazer? Agora, entra a variabilidade de comportamento.

* Andar e fingir que nada demais acontece
* Andar olhando pro chão
* Rodar no lugar feito barata tonta
* Segurar objeto sobre a cabeça
* Levantar blusa ou casaco sobre a cabeça
* Corrida mediana
* Corrida desesperada
* Todas as alternativas anteriores e expressão de caos

Em meio a isso, caros amigos, entendam - VAMOS NOS MOLHAR DE QUALQUER JEITO. Que tal curtir a chuva? É temporário. Vamos pra guerra! Afinal, chuva é pra se molhar, né? Não deixe o desespero tirar sua chance de ver o arco-íris.

23 de nov. de 2010

Curiosidade

Queria muito ler mentes. Se eu pudesse escolher uma super-habilidade, provavelmente seria vôo, teletransporte ou essa. É curioso entender o que os outros pensam. Pode ser desde o mais óbvio ao absurdo-inimaginável.

Uns minutos atrás, estava no oftamologista comprando lentes. A secretária ficou hipnotizada pelo meu cabelo. Sério. Até verifiquei se a mulher era vesga, mas não. Ela fitava minha franja e nem olhava nos olhos pra falar comigo. Isso irrita. Odeio quem não olha nos olhos quando fala. Ao menos poderia fingir estar meio ocupada mexendo no computador, caso o problema fosse insegurança em confrontar olhares.

Aí pergunto. O que se passava na cabeça da criatura? Foi engraçado, vi umas caretas tipo "Que franja anos 80!" "Será que tem ninhos de passarinho ali?" "É peruca?" "Essa tentou o corte Justin Bieber e nem rolou" "Alienígenas abduziram a menina e implantaram cabelo intergalático na porção frontal da caixa craniana."

18 de nov. de 2010

É, "Muita calma nessa hora"...

- Filmes de 18 anos nem com acompanhante ou autorização. Vocês não podem ver.
- Mas moça, a gente tem 16... 2 aninhos de diferença.

Rá. Como se implorar adiantasse. Paulinha, Vi e eu. Almejávamos assistir à última sessão, no último dia, do último filme da saga Jogos Mortais. Em 3D! Apenas um fator nos impedia - a idade. Ou quase nos impediu.

- Tudo bem, então queremos três meias pra "Muita calma nessa hora".

Entramos na sessão do filme nacional. Passou o trailer. Vimos o início da história. Parecia legal. Mas, dentro de cinco minutos, começaria a última sessão, no último dia, do último filme da saga Jogos Mortais. Em 3D! Graças ao folheto espertamente pego pela Vi na entrada do cinema, já com segundas intenções, descobrimos que nosso objetivo verdadeiro se encontrava numa sala ao outro lado do hall principal.

Como quem não queria nada, três garotas atravessaram o hall segurando pipocas e refrigerantes de uma sala à outra. Ao longo do caminho, arranquei a tiara e estufamos o peito pra parecermos mais velhas. Na entrada da 3D, percebi um cara pedindo documentos. Xiii. Já ia prontamente dando meia volta quando a Vi e a Paulinha puxaram papo com o moço:

- Perdemos nossos ingressos.
- Não posso deixar vocês passarem... ok, somente dessa vez.

Aeee! Não precisava de documentos, só os tickets (os quais "perdemos"). Entretanto, segundo a Lei de Murphy, naquela meia volta que dei, fiquei pra trás. Legal. Vi e Paulinha entraram. O cara me barrou. TENSO. Falei alguma coisa em linguagem alienígena e apontei pras meninas.

- Certo, você tá com elas.

Valeu, meu! Peguei rapidamente os óculos 3D e voei pra dentro. Clandestinas, sentamos nas cadeiras mais isoladas. Uhul. Yes, we SAW it!

15 de nov. de 2010

Nhac

Culpa da pipoca doce que acabou antes da hora. A deliciosa e inigualável pipoca doce do Cinesystem. Crocante, meio caramelizada e... doce. Oitava maravilha do mundo. Mas acabou. E como não poderia ficar sem mastigar nada em meio àquele o-amigo-é-inimigo do "Tropa de Elite 2" , sobraram minhas unhas. Melhor, não sobraram. Pobres unhas. Mal se recuperaram de A Última Música e já sofreriam mais consequências da falta de pipoca doce. Salvei a do dedão esquerdo. O indicador está em carne viva. O resto. É. Tá como tá.
Por isso dizem que Tropa de Elite é violento.

6 de nov. de 2010

Bem de boa

Pra variar, me, myself and I estávamos esfriando a cuca na Beira-Mar. Sentada num treco lá de alongamento, observava poucos seres ao redor. Processava a vida com meus botões quando um homem se levantou de onde também estava sentado. Fico desconfiada com qualquer movimento, então prestei atenção. O cara andou em direção à ciclovia.

Do nada, parou por um instante. Deu uns passos pra trás. Ajoelhou-se. Pensei que fosse rezar ou tivesse encontrado uma moeda. Mais provável a moeda. Sortudo. Demorou. Estranho. Nada de se levantar ainda. Tanta cautela pra pegar uma moeda! Fitei-o atentamente. Meus olhos se encheram de lágrimas e um arrepio percorreu o corpo da cabeça aos pés. Não. Não era uma moeda. Era um grilo. Aquele homem com seus vinte e tantos anos voltou o trajeto e parou tudo pra tirar um grilo do caminho! Cuidadosamente, pegou o bicho e o colocou no gramado.

Nós, pessoas, temos tanto medo umas das outras que não percebemos essas pequenas atitudes. Nós não nos percebemos. O que nos deixa ainda mais amedrontados. Estamos nesse ciclo vicioso. Ficamos cegos, sem vontade nem coragem pra conhecer a vida com experiências próprias. Enxergamos apenas o que a mídia nos mostra: assaltos, assassinatos, estupros. O mundo parece feito disso. Mas e as coisas boas? E as PESSOAS BOAS? Garanto serem em bem maior quantidade do que as más.

2 de nov. de 2010

Pump it! Louder!!! \o/

Primeiramente, minhas sinceras desculpas aos que ficaram num raio de 5 metros da minha pessoa durante o show. Foi mal pelos esbarrões, socos, pelas pisadas nos pés e constantes gritos ensurdecedores. Estou com cãimbras e dor de garganta até agora. Fica um pedido especial ao Black Eyed Peas: que me contrate como animadora de shows ou quinto membro do grupo. Descobri saber letras de músicas que nem sabia que sabia! Er, descobri também que o Will.i.am não faria só participação especial- ele é parte das Ervilhas de Olhos Pretos. Bem vindo à banda no meu conceito. No comments.

29 de out. de 2010

Ele é O CARA

2:30hs na Twitcam com o Felipe Neto! Ele diz tudo e mais um pouco sobre... TUDO. E tudo certo. MELDELS. De onde esse homem saiu???
Adivinhem o que fiz? Campanha: FELIPE NETO PRA PRESIDÊNCIA enquanto ele era entrevistado ao vivo e... me respondeu!!!!! (mandei umas 20 mensagens). Quase tive um ataque na hora!! Pena que política parece não estar nos seus planos por enquanto. Diz ele ser inexperiente e que esse não é seu ramo.
Depois fiz outra campanha, lotando a caixa de perguntas: CASA COMIGOOO?? S2. Hahaha, o que ele também critica. Falar que ama sem conhecer. Ok, talvez eu discorde do Lipe nesse ponto ;P

Abaixo, a etrevista na íntegra (vejam aos 37 min!!!):



25 de out. de 2010

WTF??! (O RETORNO)

Novamente, vou sintetizar os fatos. Loucura tentar transcrever tudo. LOUCURA.

Enfim, lá estava eu cantarolando e andando em frente ao supermercado Hippo, quando percebi uma voz familiar. Tirei os fones. Não, não poderia ser. Virei pra trás. Inacreditável. O MESMO MALUCO DO SHOPPING conversando com duas meninas!! (ISSO NÃO É BRINCADEIRA. Lembram-se do carinha louco do shopping? Aquele com assuntos aleatórios...? Se a memória está falha, cliquem aqui e releiam o post que trata do ser humano em questão.)

Com o pescoço virado, vi as confusas expressões das garotas e pensei..."Pobres vítimas! Preciso salvá-las". Além disso, daria o mundo pra entender o que corre na mente do possível "Paulo". Então, resolvi bater um papo cabeça com o maníaco. Voltei uns passos. Escutei palavras já antes ouvidas:

- Tenho a massa encefálica mais desenvolvida que a de vocês...

Interrompi a pessoa:

- Você de novo? Meu, conversamos uma vez.
- Não lembro. Qual seu nome?
- Meninas, (olhei pra as reféns) podem ir.

Elas foram. Percebi a presença de mais um homem por perto, que me perguntou:

- Você conhece ele? (aponta para o lunático)
- Não. E você?
- Também não. Bem, agora conheço. Descemos juntos no elevador do meu prédio. Ele também mora lá.
- Onde vocês moram?
- Na Avenida Mauro Ramos.

Lunático:

- Mas ele mora no apartamento mais caro do prédio. Na cobertura. Na verdade, o meu imóvel é desvalorizado. Vale mais do que a imobiliária cobra...

Eu:

- Ok, não quero comprar seu apartamento. Só quero entender uma coisa... QUAL É A TUA? Por que para todo mundo pra conversar?
- Eu sou simpático. Abordo as pessoas perguntando "Do you speak English?", pois a tendência é darmos atenção ao que não é nacional. Sabe, sou muitíssimo religioso. Quando se olha nos olhos de alguém, exerga-se a alma e...

O outro homem disse que precisava ir. O lunático o estava acompanhando e, automaticamente, precisaria ir também. Implorei:

- Espera! Não foge do assunto! Por que conversa com todo mundo?
- Nesse caso, é porque queria ser seu namorado, mas sou mais velho e...

Segurei sua mão e a sacudi rapidamente:

- Ok, prazer, até!

Fugi. De novo.

15 de out. de 2010

Quase crime


Neste momento vejo uma barata ao meu lado, no chão da sala. Um minuto atrás fui avisar minha amada irmã sobre a clandestina. Preciso de ajuda pra tirá-la daqui de dentro, mas tudo o que me dão é um frasco de espuma de barbear.
Ok. Estou a fitá-lo como um assassino que examina sua arma. "Nivea for men". "Sem álcool". "200ml". "Sensitive". "Acalma e protege". Tá. Anúncio definitivamente não feito pra baratas. Covardia. Criaturas que sobrevivem a ataques nucleares grudam-se ao inofensivo conteúdo dessa latinha e bau-bau.
Enquanto escrevo, a bichinha já sumiu pelo apartamento. Viiix, lá vem Bubis. Ela me dá bronca pois os cães podem jantar a barata, etc. Por mim, não aparecendo no cômodo onde passam tornados diariamente está tudo certo.

12 de out. de 2010

Parabéns!


O que mais me fascina na criança é o espanto. Espanto, surpresa, entusiasmo com as coisas mais banais. Estamos tão habituados ao mundo que precisamos cada dia de acontecimentos maiores e mais fantásticos pra nos surpreendermos. A criança não. Aos seus olhos, um simples passeio de carro pode virar uma missão-foguete, formigas e besouros são seres incríveis e tudo é descoberta.

O dia de hoje é data comercial sim. No entanto, serve pra nos lembrar de que não precisamos ser crianças pra termos o espírito de uma. Na verdade, às vezes somos mais crianças do que as próprias. E nossa infantilidade fora de época pode salvar ou arruinar toda uma geração.

"Você culpa seus pais por tudo. Isso é um absurdo. São crianças como você. O que você vai ser quando você crescer?" Renato Russo, Pais e Filhos

9 de out. de 2010

Fica difícil


Uma vez, disse a um amigo que eu tinha acabado de ver uma estrela cadente. Ele ficou bravo, pois nunca vira nenhuma. Mas como as pessoas esperam vê-las se mal olham pro céu?

2 de out. de 2010

Eu e minha boca grande

Comprei o livro gigante de astronomia em inglês que vi na Saraiva. Enquanto estava no caixa pagando, pai e filho conversavam atrás de mim. O garoto, lá com seus 10 anos, foi questionado:

- Filho, sabe quem foi Anne Frank?

Como era de se esperar, o menino fez sinal de indiferença. Então, vieram explicações:

- Anne Frank foi uma judia que viveu na época da Segunda Guerra Mundial...

Naquele momento, lembrei-me de quando tinha a idade do guri. O mundo era um lugar enorme e divertido. O tempo passava devagar. Guerras eram bobas, nada mais do que brincadeiras de menino. Falaram-me sobre Hitler. Mas eu não conhecia quem... ou melhor, o que era Hitler. Mal entendia essa história de perseguição aos judeus. Na real, nem sabia que judeus eram/são perseguidos.

Certamente, o garotinho atrás de mim também não compreendia nem dava a mínima para o que lhe era dito. I don't know why, me virei e disse:

- "O Diário de Anne Frank" é um bom livro. Você tem que ler quando estiver maior.

O pai sorriu em minha direção. Peguei a sacola no caixa e fui embora. Duas palavras na cabeça... "(...)bom livro"... O que ele tem de bom???

Tinha alguma coisa naquela seringa e não era imunização

Lá fui eu tomar mais vacina. Da sala de espera, escuto uma criança chorando e berrando enlouquecidamente. Eu e a Ari trocamos olhares arregalados. Segundos depois, a porta se abre. Um garotinho sai agarrado ao pai, com rosto cheio de lágrimas. Aparece a enfermeira que me aturou umas duas semanas antes:

- Vanessa de Araújo?

É, ninguém ousa pronunciar "Dechen", apesar de ser da forma mais óbvia possível. Levanto-me e entro na salinha. Olho o papel de parede de bichinhos: elefantes, girafas, macacos... Tento memorizar a ordem na qual eles aparecem. Escuto música. Ipod é uma ótima companhia para evitar que eu morda as mãos de alguém.

Ouvia Skank quando, já com a seringa na mão, a mulher passa álcool um pouco abaixo do meu ombro, na parte de trás do braço. Perto do suvaco! PERTO DO SUVACO! Quase nas axilas! Como assim??? Aham. Ah, tá. Como se eu aguentasse.
Tudo bem, eu aguentei. Mas Arielle e a enfermeira tiveram que me segurar, porque senti cócegas. E quando digo que senti cócegas, refiro-me a gargalhadas nem um pouco discretas, provavelmente ecoadas pelos quatro cantos da clínica. Naquele local onde, há 15 minutos, um menininho berrava, eu ria. Muito. Alto. Mais alto do que minha tia Sônia. Ri tudo o que não ri durante a semana.

18 de set. de 2010

Existe vida pós-vacina!


Ontem tomei duas vacinas e, acreditem ou não, estou vivaaa! Certo, é melhor acreditarem, porque sou a única que tem a senha pra escrever no blog.

Neste momento, queria agradecer à Ari, que emprestou sua mão pra eu morder enquanto a intimidadora agulha perfurava minha epiderme, até atingir os músculos. Sinto-me como uma brava sobrevivente ao atravessar um rio de jacarés e piranhas numa ponte pênsil capenga (tipo as de arvorismo), segurando filé mignon mal passado.

Estou relativamente bem de boa. Não sei as mãos da Ari.

11 de set. de 2010

O dia em que a TV parou de transmitir desenhos

Só agora caiu a ficha... Eu e essa mania de viver na "desatualidade", sem TV nem jornal. Riscando meu calendário (pendurei um calendário no quarto....meio inútil, mas legalzinho) constatei algo: hoje é 11 de Setembro! Dia no qual, há 9 anos, OS EUA deixaram de ser OS EUA e viraram os EUA.
Tenho vagas lembranças de quando aconteceu a tragédia. Foi trágico. Trágico porque eu queria ver desenho animado e só tinha plantão de notícias em todos os canais. Hehe. Puts, me senti mal zuando num post desses. Mas fazer o quê? É como os fatos foram processados por uma criança brasileira de 5 anos na época. 94, 2000, 2001....7 anos, whatever.

Esta é a charge que fiz uma vez no colégio sobre o tema.

1 de ago. de 2010

WTF??!


Ainda não sei direito o que foi aquilo. Estranho. Não... Estranho é apelido. Vou tentar contar tudo o que lembro, porque foi muita informação pra cabeça. Ainda por cima, eu ria tanto que era difícil prestar atenção.

Acabei de voltar do shopping onde eu e o Dudu caminhávamos neste triste último-final-de-domingo-pré-volta-às-aulas. Sei lá como, de dentro do supermercado Imperatriz, surge um cara metido a gringo perguntando “Do you speak English?”. Ok, bem de boa. Pensei ser um britânico pedindo informações. Maaas... me enganei! Nem imaginava o que estava por vir.

A criatura começou a tagarelar em português e tomou uns 6 minutos do nosso tempo falando, falando, falando. Falando de tudo! Ou melhor... falando nada! Estou até agora quebrando a cuca pra entender o que o cara quis dizer.

Ele tinha um crachá com o nome “Paulo”, escrito “VITA CARD” em cima. Disse que vita é “vida” em italiano e a vida é o que há a cima de tudo, menos de Deus. Aí vieram algumas passagens da Bíblia, palavras de Jesus... eu comecei a rir e o Dudu olhava de um lado pro outro impacientemente... o homem abraçou a gente... fiquei desconfiada... ele explicou que mulheres são mais desconfiadas porque carregam o bebê no ventre... disse que se eu morresse amanhã ele não iria no meu funeral porque não me conhecia, mas que o Dudu iria porque me conhece... falou que vendia enciclopédias e que é a mesma coisa do que vender gelo para esquimó... eu continuava rindo... mencionou ter descoberto hoje que tem o Q.I 30% maior do que o restante da população e queria dividir isso com as pessoas... ele tem 55 anos... parou um outro pobre passante pra dizer que parecia ser gente boa... comentou algo de menina bonita e garoto estiloso... nos abraçou de novo... eu continuava rindo (pra não chorar)... mandou a gente pesquisar sobre os irmãos Kennedy no Google... falou dos Rockfeller... gostou do relógio do Dudu... o Dudu já estava nervoso...blá, blá, blá... não ouvi mais nada pois minha risada não permitia.

O suposto “Paulo” sentou no banco ao lado da próxima vítima. Veio com a história de que o ser sentado era amigo e irmão nosso, mesmo não nos conhecendo. Foi quando finalmente... saímos correndo!!! Espero não ter sido uma pegadinha dessas de televisão. Tirem suas conclusões. (me avisem se chegarem a alguma teoria coerente ou nos verem no SBT)

22 de jul. de 2010

We are (probably) not alone

Cientistas anunciaram a descoberta de 140 novos planetas parecidos com a Terra. Com os novos dados, acreditam que existam cerca de 100 milhões de planetas parecidos com o nosso e que possam abrigar vida apenas na Via Láctea!

20 de jul. de 2010

Pra não dizer que minha vida é sem emoção

Se dependesse de mim, a casa pegava fogo.
Almoçávamos gulosamente quando um estranho chiado tomou conta da cozinha. Eu, distraída, pensando no que comer de sobremesa depois, imaginei que fosse minha mãe fritando alguma de suas gororobas vegetarianas. Dado curioso: minha mãe estava sentada ao meu lado. Jesus. Coisa demais pra cabeça: Sobremesa... Mãe violando as leis da física... Preferi continuar a pensar na sobremesa.
Do nada, minha irmã grita "Tá pegando fogooo!". Viro e vejo chamas enormes saindo do fogão! Aaaaaa! Se eu estivesse sozinha, chamaria os bombeiros na certa. Já que não sei o número dos bombeiros, discaria 911 como nos filmes americanos. Bem, isso não vem ao caso, porque eu não estava sozinha.
Então, o que fiz?! Fui correndo atrás da câmera para registrar a catástrofe, enquanto os outros evitavam que morrêssemos queimados. Infelizmente, quando voltei, só tinha fumaça saindo da panela. Droga! Não consegui capturar os momentos mais dramáticos.