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28 de dez. de 2010

Dois mil e quantos??

Perdi as contas depois de 2005. Preciso pensar pra preencher datas e dizer minha idade. O fato do mundo acabar em 2012, então, me desanima ainda mais a manter contatos com o calendário. Que seja. Aqui vão considerações finais.

Obviamente, 2010 foi um ano diferente. Nenhum ano é igual ao outro, ? Mas 2010 me deu uma amostra de como funciona a simples-por-nós-complicada arte da vida. Quer saber o que realmente aprendi com tudo? A gostar de música. Aham, aprendi a gostar de música. E a dançar... meio fora de ritmo. Não fora - no meu ritmo. And you know what? Adorei isso. Amei. Mesmo dando trabalho pra sincronizar o rádio (coitado, ainda sai do ar casualmente).

21 de dez. de 2010

A América é uma só

Deletei o Segunda América. Trouxe pra cá as principais postagens dele e é onde continuarei a escrever quando me convir. Facebook, Twitter, MSN e 2 blogs eram coisas demais pra uma viajante. As fotos vão estar principalmente no Face. Hasta la vista chicos.

11 de dez. de 2010

Believe it?

Já disse que não tenho religião. Certa vez, li algo genial do tipo "Se milhões de pessoas acreditam numa coisa idiota, essa coisa não deixa de ser idiota". Mal aí lhe ofender. Mas saiba que é triste não acreditar em Deus. Sério, torna a vida mais difícil às vezes. Não porque forças místicas do inferno tiram satisfações em relação aos meus pecados terrenos, e sim pelo simples fato de saber que não há nada além. Nada. Somos me, myself and I 4ever. Nem 4ever. Só até eu ser cremada ou meus órgãos doados à ciência.

Enfim, esquece religião. Preciso acreditar em alguma outra coisa, né? Haam...vejamos. Os ideais revolucionários que aparecem no filme Moulin Rouge: Truth, Love, Freedom and Beauty - Verdade, Amor, Liberdade e Beleza.

Começando pela "verdade". Pra existir verdade, precisa haver mentira, caso contrário, nada passaria de simples fato. Além disso, vem aquela ladainha das múltiplas verdades e mudanças de ponto de vista. Ok, não acredito em verdade.

"Amor"... Um paradoxo. Penso em amor como a origem do mal. Algo pior do que ódio. Não, não. A origem do ódio. Imagine uma guerra. Ela só existe por amor à determinada pátria ou ideologia, entende? So forget about love.

Tá, "beleza". Hum... defina "beleza". Conceito mutante dependendo de tempo e lugar.

Quem sabe "liberdade"?! Sim. Essa é especial. No entanto, ninguém se dá conta de tê-la sem antes perdê-la. Mesmo. E sua ausência arruina qualquer vida, mas quando muito presente pode dar problema. Além disso, somos humanos - IMPOSSÍVEL liberdade total. Duvida? Então tenta pular pela janela pra ver se você voa.

Certo, não acredito nos ideais revolucionários. Também, eu queria o quê? São apenas IDEAIS, tansa. ESPEEERE. Nem tudo está perdido. Acredito... "em fadas, acredito, acredito". Lembra, do filme do Peter Pan? Hehe. É, não teve graça.

Chega de palhaçada. Aqui vão minhas crenças. Acredito na "loucura". Sim, sua inconstância e imprevisibilidade é constante e previsível. Confio em "música". Universal, atemporal e onipresente. E na "mortalidade". Li que a diferença do homem pras outras espécies é viver sabendo da morte. Mesmo com avanços na ciência, a tecnologia da imortalidade não estará disponível a todos tão cedo. Imagine o colapso populacional!

Whatever. Minha fé: MÚSICA - LOUCURA - MORTALIDADE. Ponto.

7 de dez. de 2010

Madness?

Até qual ponto o medo do amanhã pode interferir no hoje? Fico imaginando... e se não houver mesmo o amanhã, como diz aquela música do Renato Russo? Significa abrir mão por medo de algo que nem existe.

Meus posts podem às vezes parecer meio abstratos, pois dificilmente vou direto ao ponto. Dessa vez, serei clara - quero fazer uma tatuagem. Tatuagem = marca permanente; novo membro do corpo.

Daí vem minha mãe "Adolescentes mudam rápido de ideia. Amanhã você estará pensando de outro jeito. 5 anos atrás nem podia ouvir falar nisso." Ok, então seres humanos temem mudanças. Mudanças e arrependimentos. Quantas coisas deixaremos de fazer por medo de mudanças e arrependimentos? Se ninguém se arriscasse, a humanidade não teria progredido. Nada de Grandes Navegações, ciência ou Revolução Francesa.

Voltando à tatuagem, no início do ano, vi um vídeo do PC Siqueira no qual ele diz que adora fazer tattoos e não se arrependerá disso quando chegar à terceira idade. Afinal, quando estiver velho, estará muito ocupado sendo velho pra se preocupar com seus desenhos em pele. Faz sentido.

Aqui vai mais um motivo pra não sentir remorso. Tatuagem é um mini-museu da própria vida e, se baseada em verdadeiro simbolismo, fará parte da pessoa. Acho que ninguém enjoa do dedão do pé ou da canela. Simplesmente, fazem parte de nós.

Queria tatuar "Madness?" no braço. Em português, "madness" significa "loucura". O ponto de interrogação questiona a loucura. Muito profundo. Não somente o pigmento penetrado na pele, mas o significado por trás da marca que pretendo levar comigo até meu corpo ser cremado. Vou tentar explicar.

Loucura me fascina. Fascina porque ideias classificadas como "loucas" podem ser as mais óbvias, toscas e geniais ao mesmo tempo. Fascina porque loucura é o que leva o homem a estudar o Universo, minha grande paixão. Fascina porque... loucura é uma incógnita. Loucura é imprevisível. Loucura é complexa. Imprevisibilidade e complexidade são partes da essência humana. Loucura é tudo. Tudo é loucura.

20 de nov. de 2010

Freedom

"Já que estava ali só pra observar e aprender um pouco mais sobre a percepção" Só os loucos sabem

Às vezes me pego como espectadora da minha própria vida. Ganho outra perspectiva, um ponto de vista em terceira pessoa de mim mesma. Tipo aquela coisa em filmes - "Vi minha vida passar como um flash!". Aí percebo que, no dia-a-dia, a força do hábito erguia muros por onde andava pra me guiar. Tudo era confortável. Tudo parecia confortável. Até me dar conta... que sou livre.

Na verdade, os muros não existem. Não pertenço a lugar nenhum. A ninguém. Nem a tempo algum. Pertencer é apenas uma sensação, pois, na real, não pertenço. Lugares são meramente provisórios. Pessoas atraem-se por finos imãs, não correntes. E tempo... hum, o tempo. Posso muito bem ser atemporal. Tempo é invenção humana, portanto, crio o meu próprio.

Agora, não apenas vejo a vida passar como um flash, mas entendo - ela é o flash. Flashes são feixes de luz. Feixes de luz são independentes. E rápidos.

3 minutos

Sabe o que acho engraçado em ter blog? O fato de muita gente perder uns 3 minutos diários o lendo. Gente que não vejo há tempo, que vejo todo dia, conhecidos, desconhecidos, com quem falo, a quem não dirijo a palavra, moradores de outras cidades, outros países ou da minha rua. Gente de todo tipo.

Muitos me dizem que entrar em "emeutroco" já é uma espécie de rito virtual. Isso me faz sentir importante. Afinal, é como se, por 3 minutos, por 180 segundos que poderiam ser empregados em qualquer outra atividade terrena, alguns pensassem em mim e aturassem minhas abobrinhas. E, cá entre nós, eu escrevo bobagens.

Conclusão: você perde 3 minutos diários lendo bobagens. Obrigada.

11 de nov. de 2010

Altas tese


Se eu pudesse voltar no tempo, ah... se eu pudesse voltar no tempo. Faria tudo diferente. Ao menos, muita coisa. E você, tem arrependimentos? Não? Vai catar coquinho, vai. Óbvio que tem. Não ter arrependimentos significa nunca pensar nas burradas ou no que se poderia fazer melhor. Tipo, quando ficamos 3hs twitando ou escrevendo no blog e imaginamos, ", perdi minha preciosa tarde fazendo essa porcaria". Não que ideias assim mudem a vida, whatever.
Desenvolvi uma tese confusa, chata e inútil, mas se você leu até aqui é porque me aguenta: Acredito que erros pouco trazem aprendizado. Se trouxessem, erraríamos cada vez menos. Isso não acontece, ? Ou seja, erros nem sempre ensinam. Ah, até podem ensinar se acompanhados deles - os arrependimentos. Remorso. Sim. Pois o ser humano é emocional. Pensamos o quanto for, só que, ao fim, emoção move nossos atos. E somente sofremos mudanças efetivas quando afetados por sentimentos. Arrependimento é um sentimento (uhul, rimou). Erro não. Portanto, arrependimento muda. Ensina. Erro... bom, nem sempre.

10 de nov. de 2010

Declaração de amor

Te amo. Muito. Você está aí pra mim 25hs por dia, sem esperar nada em troca. Aconselha-me com as mais belas palavras ditas das formas mais doces. Ou agressivas. Fala o que tenho medo de dizer. Obriga-me a ouvir o que não quero escutar. Provoca choro, riso, tristeza, alegria. Deprime, anima. Lembra, faz esquecer. Sempre me entende. Ou me faz entender. Prova que somos tão iguais. Mesmo tão diferentes. Relação desinteressada. Companhia de todas as horas. Te amo Música!

3 de nov. de 2010

Coisas da vida


Ilusão ou a dura verdade? Sem dúvidas, ilusão. Desde que eu nunca descubra a dura verdade. Problema é que ela sempre fica evidente.

24 de out. de 2010

Dilema


Tudo é nada. Nada é tudo.

Tudo é irrelevante. Nada é importante.

Tudo morre. Nada vive.

Tudo é ilusão. Nada é realidade.

Tudo é emoção. Nada é racionalidade.

Tudo é branco. Nada é preto. (não vou tirar esse verso; danem-se os que vêem racismo em todo lugar)

Tudo é falso. Nada é verdadeiro.

Tudo é inexplicável. Nada é palpável.

Então tudo é nada? Nada é tudo?

21 de out. de 2010

Querido "pseudo-intelectual" Felipe Neto,

Se o Jack Sparrow não retornar do Fim do Mundo com o Pérola Negra e etc pra me resgatar, não se acanhe. É só insistir um pouco que até aceito me casar com você.

18 de out. de 2010

Tudo é ao acaso

Não acredito em predestinação. Seres humanos são complexos e imprevisíveis demais pra terem rumo traçado. Ao menos, é isso o que percebo dentro de minha limitada condição humana. Mesmo que existam planos transcendentais sobre nossas histórias, desenvolvidos por forças do além, esses planos mudam a todo instante. O destino muda a todo instante. At least, pode mudar. Por quê? Pois temos armas poderosíssimas que assustam qualquer roteirinho programado - as escolhas.

12 de out. de 2010

Se conselho fosse bom...


Por que é tão complicado seguirmos nossos próprios conselhos? Ou conselhos, em geral? Palavras podem ser simples, belas, atrativas. Só que tirá-las do papel é o desafio. Aliás, se conseguíssemos fazer isso, com uma visitinha no http://www.pensador.info/ todos teríamos vidas perfeitas.

11 de out. de 2010

"Sou assim e nunca vou mudar."

Chega desse papo furado! Incrível quanta gente insiste em dizer que tem personalidade do tipo "Hebe Camargo"- imutável, eterna. Sem essa. Nem vem. TODOS mudamos. Dizem que o pra sempre sempre acaba (acredite, um dia a Hebe vai morrer). O mundo é um lugar dinâmico. Ele nos transforma, nós o transformamos. E querer ser imune a mudanças é não evoluir, não se adaptar. Além do mais, adaptação é necessária se quisermos sobreviver à "lei da seleção natural", a qual Darwin descobriu nas entrelinhas da Constituição.

10 de out. de 2010

O que é a sua vida?


Pra responder, pense em algo ou alguém. Pensou? Se sim, então há alguma coisa errada. Ou haverá coisa errada.

A vida nunca deve ter um único objetivo. Nem um único motivo. Não se deve basear em algo ou alguém. A vida é multi. Multi-uso, multi-funcional, multi-pessoal. Multi.

A partir do momento em que gastamos tempo com um único aspecto, centramos nossos esforços apenas num fim e nos esquecemos do resto, é melhor repensarmos. Sem dúvidas, as decepções serão maiores e as frustrações também. As possíveis alegrias virão somente em função daquilo. Obsessão. Dependência.

Uma vida dependente é uma vida perdida. Uma vida livre sim, é uma vida vivida.

8 de out. de 2010

Upsidedown

Na Beira-Mar há umas barras de alongamento, ao lado das quais ficam pranchas para se fazer abdominais, como essa à direita. Só que, no meu caso, elas nunca vão servir para abdominais.

Simplesmente, deito de ponta cabeça na madeira e olho ao redor.

Prédios, árvores, pessoas, carros, morros, mar. Tudo por um triz, pendurado diante do infinito abismo-céu. Friozinho na barriga. Sentimento de ignorância.
Fomos sempre levados a crer que pra cima é pra cima e pra baixo é pra baixo. Pois saibam que NÃO é! Vivemos apenas grudados à uma superfície, como uma lâmpada ao teto ou um quadro à parede. Pense nisso: quando estamos de pé aqui, ficamos de ponta cabeça no Japão!

Somos nada mais que partículas sem norte vagando juntas pela imensidão do Universo. E, por medo, preferimos nos acostumar com a ideia de que o tudo acaba em nossos pés.

5 de out. de 2010

Thank God!

Ainda bem que não temos tudo o que queremos.

Você já quis matar alguém? Ainda bem que só quis e não matou. Já desejou morrer? Ainda bem que não morreu. Já resolveu ver a humanidade afundando num buraco-negro enquanto você, bem zen, com uma torta de limão, vaga pelo espaço sideral ao som de Oasis ou Simple Plan? Ok, sem comentários.

Por essas e outras, ainda bem que vontades não passam do que são. Vontades.

4 de out. de 2010

"Queria ter aceitado a vida como ela é (...)

(...) a cada cabe alegrias e a tristeza que vier"


Se "felicidade" tivesse sobrenome, talvez fosse "aceitação". Antes de qualquer coisa, como estamos vivos, precisamos aprender a aceitar os fatos da vida. Meio lógico, né? Não falo em comodismo. Comodismo é indiferença, falta de vontade, preguiça. Já aceitação é a única-indesejável-e-forçada-alternativa restante quando o que queremos faz toda a diferença, a vontade é a maior do mundo e lutamos com todas as forças, mas ainda assim não basta. Insuficiente. Fora de controle. As esperanças se foram; tentativas em vão. Inútil ficar "mó revolts". A Terra não pára de girar. Nada muda. Bem, quem sabe algo em nós mude.

3 de out. de 2010

WILL

SEE YOU IN HELL (C U IN HELL)

30 de set. de 2010

Direitos autorais


É Billy Joe, pedir pra me acordarem quando Setembro acabar já está fora de contexto. Que tal "wake me up when the year ends"? Quero permissão pra mudar a letra, se não for solicitar muito.